Os agentes de inteligência artificial (IA) estão se tornando componentes essenciais em fluxos de trabalho diários, especialmente em áreas como segurança, engenharia, TI e operações. Inicialmente criados como ferramentas experimentais, esses agentes evoluíram para sistemas organizacionais que automatizam processos críticos. Exemplos incluem agentes de RH que gerenciam contas em plataformas de nuvem e agentes de suporte ao cliente que integram dados de CRM e sistemas de faturamento.
Para funcionar de maneira eficaz, os agentes de IA recebem permissões amplas, permitindo acesso a múltiplos sistemas e dados. Isso resulta em ganhos de produtividade, mas também introduz riscos de segurança. Os agentes podem agir como intermediários de acesso, obscurecendo quem realmente está acessando os dados e sob qual autoridade.
Os agentes são projetados para operar em diversos recursos, servindo múltiplos usuários e funções. Eles utilizam contas de serviço compartilhadas e chaves de API para autenticação, o que lhes permite operar continuamente. No entanto, essa abordagem pode criar intermediários de acesso que ultrapassam os limites tradicionais de permissão.
Os agentes organizacionais frequentemente operam com permissões mais amplas do que as concedidas a usuários individuais. Isso permite que usuários com acesso limitado realizem ações ou acessem dados indiretamente, sem violar políticas explícitas. As ações são atribuídas à identidade do agente, não do usuário, dificultando a visibilidade e a responsabilização.
Os controles de segurança tradicionais, focados em usuários humanos, são ineficazes para fluxos de trabalho mediados por agentes. A autorização é avaliada com base na identidade do agente, não do solicitante, o que impede a aplicação de restrições de nível de usuário. Isso complica investigações e resposta a incidentes, dificultando a determinação do escopo e da intenção durante eventos de segurança.
Para mitigar os riscos, é crucial que as equipes de segurança monitorem continuamente as permissões dos agentes e dos usuários. A empresa Wing Security oferece soluções para mapear o acesso dos agentes a ativos críticos, correlacionando atividades com o contexto do usuário e identificando lacunas onde as permissões dos agentes excedem as autorizações dos usuários.
Fonte:https://thehackernews.com/2026/01/ai-agents-are-becoming-privilege.html


