Com a chegada de Andy Burnham como o novo primeiro-ministro do Reino Unido, o cenário de compliance e governança corporativa pode passar por transformações significativas. Embora não se espere uma revisão imediata das normas de compliance, alterações em departamentos governamentais e prioridades políticas podem influenciar o setor. Jonathan Armstrong, parceiro da Punter Southall, destaca áreas que merecem atenção nos próximos meses.
A inteligência artificial (IA) é uma área em que mudanças são esperadas. A dissolução do Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia e a reestruturação das responsabilidades ministeriais indicam um novo enfoque. O Ministro da IA, Kanishka Narayan, agora integra o gabinete, sugerindo uma possível regulamentação mais rigorosa, alinhada com práticas da União Europeia.
O Comissário de Informação, John Edwards, anunciou sua aposentadoria em meio a uma investigação interna, e a busca por um novo presidente está em andamento. Este é um momento desafiador para o regulador, que enfrenta um aumento nas reclamações, muitas delas complexas devido ao uso de IA generativa.
Como ex-prefeito de Manchester, Burnham utilizou o poder de compra do setor público para promover mudanças sociais. Espera-se que haja um foco maior em transparência na cadeia de suprimentos e questões ESG, sem a necessidade de nova legislação. A ênfase pode ser em contratos que incentivem práticas sustentáveis e sociais.
O novo delito de falha em prevenir fraudes já está em vigor, com aumento no financiamento do Escritório de Fraudes Graves, que agora foca em crimes econômicos e tecnologia investigativa. Proteções a denunciantes podem ser fortalecidas, especialmente no NHS e em órgãos públicos. A cibersegurança, após o fechamento do DSIT, pode ter suas responsabilidades transferidas para o Departamento de Cultura, Mídia e Esporte.
Empresas devem monitorar de perto as mudanças e revisar programas de ESG que possam ter sido despriorizados. É crucial que diretores de empresas limitadas no Reino Unido estejam cientes de suas responsabilidades atuais. Mudanças podem surgir não por novas leis, mas por meio de termos de contratação e prioridades governamentais.
Fonte:https://www.corporatecomplianceinsights.com/risk-compliance-implications-new-uk-government/


