Recentemente, um agente de inteligência artificial identificou 21 vulnerabilidades inéditas no FFmpeg, uma biblioteca de mídia amplamente utilizada. Simultaneamente, o Google lançou a versão 149 do Chrome, corrigindo um recorde de 429 falhas de segurança.
O agente autônomo da startup depthfirst analisou cerca de 1,5 milhão de linhas de código em C do FFmpeg, revelando 21 falhas críticas, algumas delas presentes há mais de 20 anos. Entre os problemas identificados, destacam-se estouros de pilha e de heap em componentes como o demuxer TS e o decodificador VP9. A depthfirst já atribuiu identificadores CVE a nove dessas vulnerabilidades, enquanto as demais aguardam numeração.
O Chrome 149 trouxe correções para 429 vulnerabilidades, sendo mais de 100 classificadas como críticas ou de alta gravidade. A falha mais severa, CVE-2026-10881, permitia a execução de código fora da sandbox do navegador. O Google recompensou com US$ 97.000 pela descoberta dessa falha. A maioria das vulnerabilidades críticas foi identificada internamente pela equipe do Google.
O uso de inteligência artificial está acelerando a identificação de falhas, pressionando as equipes de segurança a responderem rapidamente. Para o FFmpeg, recomenda-se a atualização imediata para a versão corrigida, especialmente em sistemas que processam dados não confiáveis. No caso do Chrome, é essencial garantir que a atualização automática para a versão 149 tenha sido realizada.
Fonte:https://thehackernews.com/2026/06/ai-agent-uncovers-21-zero-days-in.html


