Um relatório recente da INTERPOL destaca um aumento significativo nos crimes cibernéticos na Ásia e no Pacífico, impulsionado pela rápida digitalização e pela desigualdade na maturidade da segurança cibernética. O documento, intitulado “Relatório de Avaliação de Ameaças Cibernéticas da Ásia e Pacífico 2025/2026”, aponta o phishing como a forma mais comum e financeiramente prejudicial de crime cibernético, com um terço dos países da região relatando mais de 10.000 casos entre janeiro de 2024 e março de 2025.
O diretor de Cibercrime da INTERPOL, Neal Jetton, afirmou que o cenário de ameaças cibernéticas está em rápida evolução, com criminosos utilizando inteligência artificial e técnicas sofisticadas de engenharia social em larga escala. Ele enfatizou a importância da cooperação operacional e do compartilhamento de informações para proteger comunidades e infraestruturas críticas.
Os ataques de ransomware aumentaram, com mais de 135.000 incidentes registrados em 2024, afetando principalmente os setores imobiliário, manufatureiro e de serviços financeiros. Além disso, golpes envolvendo deepfakes e inteligência artificial, que imitam executivos para autorizar transações fraudulentas, também estão em ascensão.
Sindicatos do crime organizado em países como Camboja, Laos e Mianmar estabeleceram centros de golpes que utilizam trabalho forçado para realizar fraudes de investimento. Esses golpes, que muitas vezes começam com relacionamentos amigáveis ou românticos, resultaram em perdas de US$ 37 bilhões na região.
Outras tendências incluem o aumento de trojans bancários e ladrões de informações, com malware como RedLine e LokiBot em destaque. Ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) cresceram 92% em 2024, e intrusões em sistemas representaram cerca de 80% das violações de dados. Em resposta, forças de segurança, com apoio da INTERPOL, estão intensificando esforços conjuntos para combater o cibercrime.
Fonte:https://thehackernews.com/2026/06/interpol-warns-phishing-ransomware-and.html


